Trabalhador tem parte de dedo amputada após ataque de lagarto teiú em Horto Florestal de Mato Grosso
Caso ocorreu em Rondonópolis; imagens gravadas por colega mostram momento em que o homem se aproximava do réptil para oferecer água.
Por Vasconcelos Media
15/07/2026 12h51 Atualizado há 1 minuto
Um trabalhador sofreu ferimentos graves e precisou passar por uma amputação parcial de um dos dedos da mão após ser atacado por um lagarto da espécie teiú. O caso ocorreu na última terça-feira (9) nas dependências do Horto Florestal de Rondonópolis, município localizado a 215 km de Cuiabá, em Mato Grosso.

O momento do ataque foi registrado em vídeo por um colega de trabalho da vítima que estava no local e acompanhava a aproximação do homem com o réptil.
Aproximação, mordida e atendimento médico de urgência
As imagens capturadas pelo telefone celular mostram o instante em que o trabalhador se aproxima calmamente do animal silvestre segurando uma garrafa de plástico, com a aparente intenção de oferecer água ao lagarto. No entanto, ao notar a proximidade da mão humana, o réptil saltou e desferiu uma mordida violenta na mão do homem.
Após o incidente, o trabalhador foi socorrido por testemunhas e levado às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rondonópolis. Os desdobramentos do atendimento médico apontam a gravidade do ferimento:
- Devido à severidade da lesão provocada pela pressão e anatomia da mandíbula do animal, o paciente precisou ser submetido a um procedimento cirúrgico de emergência no mesmo dia;
- Como consequência direta dos danos teciduais e ósseos causados pela mordedura, as equipes médicas precisaram realizar a amputação de parte de um dos dedos do trabalhador;
- O estado de saúde pós-operatório do homem é considerado estável, e ele segue sob acompanhamento médico para monitorar riscos de infecções secundárias comuns em mordidas de répteis.
O lagarto teiú é o maior réptil encontrado no território brasileiro, podendo ultrapassar 1,5 metro de comprimento. Embora não possuam veneno, esses animais possuem mandíbulas extremamente fortes e dentes pequenos e afiados, capazes de esmagar alimentos e provocar cortes profundos em humanos quando se sentem ameaçados ou encurralados.

Análise: O perigo da humanização da fauna silvestre no ambiente de trabalho
(Análise original do Vasconcelos Media): O grave acidente no Horto Florestal de Rondonópolis expõe um erro comum na interação entre seres humanos e animais silvestres: a projeção de sentimentos e necessidades humanas (como a sede ou a busca por afeto) em espécies selvagens. Embora a intenção do trabalhador ao oferecer água pareça genuína e compassiva, o lagarto teiú responde a estímulos de sobrevivência e defesa territorial. Para o animal, uma mão humana estendida com um objeto desconhecido não representa um gesto de caridade, mas sim uma ameaça iminente ou uma disputa de espaço. O episódio serve como um alerta severo e pedagógico de que a fauna nativa deve ser respeitada e observada à distância. Intervenções diretas, mesmo aquelas motivadas por aparente boa-fé, violam o comportamento natural das espécies e podem resultar em tragédias físicas irreversíveis.
Órgãos de proteção ambiental e biólogos orientam que, ao avistar animais silvestres em áreas urbanas ou parques ecológicos, a população deve evitar qualquer tipo de contato físico, oferta de alimentos ou tentativas de resgate por conta própria, acionando imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental.
📌 Fontes de pesquisa consultadas: Registros médicos de atendimento de urgência do município de Rondonópolis, diretrizes de comportamento e manejo de répteis da fauna brasileira de institutos de biologia, e coberturas regionais de acidentes com animais silvestres do portal G1 Mato Grosso atualizados em 15/07/2026.