julho 14, 2026

Cartões de benefícios flexíveis ganham força e mudam regras de contratação no país

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Novo modelo unifica vale-refeição, alimentação, mobilidade e saúde em um único saldo; mudança visa atrair talentos e dar autonomia aos trabalhadores.

Por Vasconcelos Media 30/06/2026 13h00 Atualizado há 1 minuto

O mercado de benefícios corporativos no Brasil passa por sua maior transformação desde a criação das leis trabalhistas. Os tradicionais vales em papel ou cartões rígidos separados por categorias estão perdendo espaço definitivo para os chamadas “benefícios flexíveis”, que permitem ao trabalhador escolher como gerenciar o saldo oferecido pela empresa.

Impulsionado por recentes atualizações na regulamentação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o modelo permite que um único aplicativo ou cartão de chip seja utilizado para pagar desde o almoço diário até mensalidades de academias, assinaturas de streaming e recarga de transporte.

Liberdade de escolha e retenção de talentos

De acordo com pesquisas realizadas por consultorias de Recursos Humanos, a oferta de auxílios moldáveis tornou-se o segundo principal fator de atração de profissionais para vagas de regime CLT, ficando atrás apenas do salário nominal líquido.

A facilidade de transferir saldos parados entre as carteiras de “alimentação” e “mobilidade”, por exemplo, resolve o problema de funcionários que passaram a atuar em regimes híbridos ou home office e já não utilizam o transporte público ou estacionamentos com tanta frequência.

As operadoras do setor de benefícios informaram que o volume de transações nesta nova modalidade registrou uma alta expressiva nos últimos dois trimestres, forçando as bandeiras mais antigas do mercado a correrem atrás de parcerias e atualizações tecnológicas.

Setor de recursos humanos utiliza os novos modelos de auxílio como ferramenta de engajamento interno. (Foto: Pexels)

O fim das amarras do RH tradicional

A ascensão dos benefícios flexíveis enterra de vez o modelo de RH engessado do século passado. Ao transferir o poder de escolha para a mão do trabalhador, as empresas não apenas reduzem custos burocráticos de contratação de múltiplos fornecedores, mas também demonstram respeito à individualidade de cada estilo de vida. Essa flexibilização cria uma relação de maior confiança e valor percebido pelo funcionário, tornando-se uma cartada genial de marketing interno em um mercado onde reter bons talentos está cada vez mais difícil.

A expectativa do mercado é que até o encerramento do próximo ano a maior parte das empresas de médio e grande porte do setor de serviços já tenha migrado completamente seus contratos de benefícios para plataformas unificadas digitais

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