julho 14, 2026

Brasil ganha 9,2 mil novos milionários, mas segue no topo de desigualdade global, diz UBS

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País encerra o ano com 386 mil pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão; estudo aponta forte concentração de riqueza e coloca Brasil na 4ª posição de ranking de desigualdade.

Por Vasconcelos Media 30/06/2026 11h55 Atualizado há 3 minutos

Relatório internacional aponta crescimento na faixa de alta renda, impulsionado pelo desempenho econômico. (Foto: Unsplash)

O número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) no Brasil cresceu 2,4% no último ano. Com o acréscimo de 9.215 novos integrantes, o país encerrou o período com um total de 386 mil milionários, consolidando-se como a nação que concentra a maior população de alta renda na América Latina.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo banco UBS no relatório Global Wealth Report 2026. O estudo avalia o total de bens e investimentos, subtraindo as dívidas da população em 56 países.

Alta concentração e o Coeficiente de Gini

Apesar do aumento no volume de pessoas ricas, o relatório alerta que o Brasil permanece como uma das nações com maior disparidade social do planeta. O país ocupa a 4ª colocação global no ranking de concentração de riqueza, registrando um coeficiente de Gini de 0,81.

O índice de Gini mede a desigualdade de distribuição de renda de uma escala de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, maior é a centralização dos recursos nas mãos de uma minoria. O patamar brasileiro deixa o país empatado com a África do Sul e logo abaixo de mercados altamente concentrados como a Rússia e os Emirados Árabes Unidos.

Riqueza média no país foi ajustada considerando o impacto inflacionário e a conversão cambial. (Foto: Pexels)

Onde a distribuição é mais equilibrada

Na ponta oposta da tabela divulgada pelo estudo do UBS, os mercados que apresentaram os melhores índices de distribuição de renda e igualdade social foram a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47).

Os modelos estatísticos utilizados pelo banco internacional baseiam-se em indicadores oficiais fornecidos por órgãos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU).

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